Debate: negociação coletiva e organização dos trabalhadores

por Memória Sindical. 07 ago 2012 . 12:19



Negociação coletiva é um tema em pauta na mídia brasileira. A dinâmica destas negociações refletem a evolução na organização sindical e abrem um debate sobre a atualidade das Leis Trabalhistas.Este foi o tema do 3º debate do Centro de Memória Sindical.

Milton CavaloClemente Ganz LucioMiguel Torres

Sérgio NobreJosé Pastore

Fotos: Tiago Santana.

A proposta da CUT de que o negociado prevalece sobre o legislado foi um dos principais pontos do debate sobre a “Negociação Coletiva e a CLT”,tema em discussão hoje (dia 24) no Centro de Memória Sindical (CMS).A palestra faz parte do Ciclo de Debates e foi mediada pelo jornalista Paulo Moreira Leite.

O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, defendeu a modernização das relações do trabalho e destacou a importância do debate sobre o anteprojeto apresentado pela CUT. "Temos que organizar as categorias de acordo com a realidade de cada uma delas".

O  secretário-geral da CUT, Sergio Nobre, explicou a proposta que foi desenvolvida com base nas experiências dos metalúrgicos da CUT e que foi entregue ao governo federal. O anteprojeto  chamado de Acordo Coletivo Especial  estabelece a criação de comissão de trabalhadores dentro das empresas para que os problemas que surgirem sejam solucionados no local do trabalho.

O movimento sindical precisa ter acesso aos locais de trabalho, ter uma relação moderna e para isso é preciso mudar a mentalidade de parte dos dirigentes sindicais, declarou Nobre.

O professor da FEA/USP, José Pastore, disse ver com simpatia a proposta feita pelo dirigente da CUT para a negociação coletiva avançar no Brasil .Por exemplo, se as partes quiserem dividir o período de férias poderão fazer este acordo. “É um novo horizonte que se abre no Brasil e tem uma grande virtude que é voluntário, ou seja, se os trabalhadores e empresas não tiverem interesse não vai acontecer”, afirmou.

Pastore avalia que será preciso mudar a Constituição para que a proposta seja executada pelas empresas.

O diretor-técnico do Dieese Clemente Ganz Lúcio, recomendou cuidado para não  cair no equívoco ao dizer que o anteprojeto da CUT defende o negociado sobre o legislado porque, na verdade, fortalece a organização dos trabalhadores na empresa. “Temos que ter tranqüilidade para analisar a proposta”.

 

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