Zeca Baleiro canta: Eu Despedi O Meu Patrão

por Memória Sindical. 05 jul 2019 . 18:00

A música brinca com os conceitos marxistas de “mais valia” e “valor de troca”.

Segundo Karl Marx o conceito de troca entre mercadorias, consiste em o trabalhador vender sua força de trabalho em troca de salário. A “mais valia”, neste caso, define a diferença entre o valor da mercadoria produzida e a soma do valor dos meios para sua produção, incluindo o valor do trabalho.
A partir destas ideias o Zeca Baleiro afirma, de forma irônica, que não recebe em dinheiro o valor total por aquilo que produziu e sugere trocar seu salário por sossego.

A música termina com um fragmento de Soneto do poeta baiano Gregório de Mattos que trata da exploração exercida pela classe dominante e, consequentemente, pelos países de capitalismo mais desenvolvido: “Neste mundo é mais rico o que mais rapa”. E ainda crítica às instituições em geral ao afirmar que “Quem dinheiro tiver, pode ser Papa”.

Eu Despedi O Meu Patrão
(Composição: Zeca Baleiro e Capinan)
Intérprete: Zeca Baleiro

Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego…(2x)

Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão…
Eu Despedi O Meu Patrão!

Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego…(2x)

Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão…

Eu Despedi O Meu Patrão!
Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego…(2x)
Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão…
Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego…(2x)

Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão…

Não acreditem!
No primeiro mundo
Não acreditem!
No primeiro mundo
Só acreditem!
No seu próprio mundo
Só acreditem!
No seu próprio mundo…

Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Meu primeiro mundo
Não!
Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Meu primeiro mundo
Não!
Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Primeiro mundo
Então!…

Mande embora
Mande embora agora
Mande embora
Mande embora agora
O seu patrão
Seu patrão (O seu patrão!)
Mande embora
Mande embora agora
Mande embora, agora
Mande embora o seu patrão
O seu patrão…

Ele não pode pagar
O preço que vale
A tua pobre vida
Oh Meu!
Oh Meu irmão!…(2x)

(Neste mundo é mais rico o que mais rapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.)

* A parte em parênteses é trecho de soneto de Gregório de Mattos,
poeta bahiano barroco *

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