1979: Congresso dos Metalúrgicos em Poços de Caldas – Liberdade e Autonomia Sindical – parte 2

por Memória Sindical. 13 abr 2018 . 12:01

10º Congresso Nacional dos Metalúrgicos, em Poços de Caldas (MG), em junho de 1979

Congresso dos metalúrgicos de Poços de Caldas – parte dois

Niterói, Itaboraí. Vai falar!

Abdias José dos Santos – Companheiros, o item dois, na terceira linha está errado! É isso que estava me atrapalhando. Da produção na grande empresa, decidiram os trabalhadores interessados qual a filiação sindical. Mesmo podendo decidir em qual sindicato. Não impede que numa mesma empresa haja mais de uma. Fizemos a greve de Niterói agora, por esse problema de uma empresa que tinha uma atividade na área de projeto. Muitos companheiros, mesmo não sendo técnicos, contínuos, desenhistas, foram barrados e não puderam trabalhar. Também não foi beneficiada aquela nossa reivindicação, porque pertencia a outra categoria. Então, emendaria aqui que em vez de ficar livre para optar, mas que se acrescentasse que havendo mais de uma área de produção, os companheiros se integrariam ao maior número de operários na fábrica, para que ficasse com uma unidade só de filiação. (Palmas)

Presidente – Companheiros, os últimos dos cento e vinte companheiros inscritos. Antônio Aparecido de Oliveira, de São Paulo. Fala. Vamos ver se não passa, exatamente o que está aqui. Dentro das regras que estabelecemos, falaram dezenove companheiros apresentando emenda, muito embora seis apresentaram a mesma, que está sendo agora compilado pela nossa assessoria técnica. Os companheiros da comissão que participaram da reunião de sindicalismo, têm que dizer qual a oportunidade de falar. Foi chamado e não veio, os que não estavam presentes na discussão. Então, vamos abrir uma exceção. Não tem segunda chamada. Atenção, não precisa afobação, já tem o nome aí. Está bom! Dezenove companheiros só para defender. Não tem mais emenda agora. O que tinha que ser já foi. Que vou fazer aqui? O que não pertence a nossa comissão, não tem direito de entrar em nosso albergue. Companheiros, atenção! Peço que conversemos, vamos fazer uma colocação. Dos dezenove oradores que fizeram uso da palavra, seis apresentaram a mesma emenda, tirar aquela palavra capitalismo. Quatro emendaram no sentido da contribuição sindical. Se nós agruparmos a proposta, teremos nove emendas. Pergunto para os companheiros o seguinte: nós poderíamos interromper os trabalhos por dez minutos, para que nossa assessoria técnica fizesse o apanhado dessas, ou tocar. Durante o transcorrer, a nossa assessoria vai ter que fazer esse apanhado. Não vamos apreciar seis vezes a mesma emenda, não há cabimento. Temos exatamente dezenove companheiros que se inscreveram, que não pertencem a comissão. A regra do jogo foi. Companheiro Aldêncio Dias de Carvalho e Rubens Teodoro de Arruda, de São Bernardo, não participaram da comissão. Consequentemente, conforme estabelecemos, os companheiros da comissão, que poderiam vir aqui fazer a defesa, e nome do qual daqueles que comentaram, tem direito de votar. Um momentinho, vamos ver se falta dois mesmo. Nós temos feito as contagens das credenciais aqui entregues, para devolver aqui um crachá Ari de Souza, de Ipatinga. Temos exatamente dezoito credenciais na mesa. Os companheiros que participaram da comissão têm direito a mais uma inscrição. O companheiro aqui deseja dar uma explicação ao plenário, porque não atendeu à chamada.

Um participante da comissão – Companheiros, queria felicitar ao plenário. Queria fazer modificações também nesse princípio de sindicalismo, mas no momento não estávamos presentes, estávamos numa reunião da bancada de Minas. Queria saber se o plenário concorda, ou não. E pedir à mesa que pusesse em votação. Isso é democracia, companheiros.

Outra pessoa – A proposta do companheiro aqui é daqueles que não atenderam a chamada terem nova oportunidade de falar. Democraticamente! Segundo os princípios da mesa, não segunda oportunidade, assim como apresentar as credenciais. Estão encerradas as inscrições e vão falar apenas os dezoito. O primeiro companheiro, Oscar dos Santos Mendonça, de São Bernardo do Campo. Não dá mais emenda, só defesa do relatório.

Oscar Mendonça – Companheiros, acredito que nesse relatório tenha três pontos fundamentais para o sindicalismo brasileiro. Primeiro, autonomia sindical. Segundo, unidade sindical. O terceiro, o processo eleitoral. Isso porque agora que estão feitas as eleições para a federação e confederação, nem democráticas e diretas. Portanto, acredito que por coerência, princípios de metalúrgico democrático, que defende o movimento sindical livre não atrelado, que defende greve, nos termos de ter eleição direta em todos os níveis do nosso sindicalismo. Os companheiros defenderam contra a proposta do processo eleitoral, sequer tiveram coragem de defender abertamente isso. Acredito que não estão querendo assumir o que se assumiu no terreno da revolução da economia. A defesa da democracia e eleições diretas em todos os níveis, em nosso país. Isso foi aprovado (Palmas). Nosso movimento, nesse congresso, representa para todo o país o que quer hoje o movimento metalúrgico brasileiro. Se a consagração, a afirmação de uma estrutura sindical de vidas passadas, corrupta, positiva de cima para baixo, ou então do sindicato que nasce de baixo para cima, que seja o reflexo dos companheiros da fábrica. Que seja o reflexo da opinião dos trabalhadores. Acredito que nessa proposta representa exatamente isso, não só a vontade de algum sindicato. A vontade de todos os trabalhadores brasileiros, sejam eles metalúrgicos ou não! (Palmas) Quando defendemos a questão da eleição e da autonomia, o companheiro que combateu o processo eleitoral disse que devia ficar a cargo de cada sindicato. Quando defendemos a unidade e procuramos defender alguns princípios democráticos e contra isso, iria ferir de imediato a unidade dos movimentos dos trabalhadores, e sua movimentação de seus princípios e lutas. Outro princípio que foi combatido aqui é o da agilidade econômica, nesses tempos que estamos vivendo hoje. Podemos citar os princípios para hoje e não para o futuro, que desconhecemos. Quando o sindicato se portou fincando o pé de Fundo de Garantia. De que maneira vai garantir a integridade desse capital contra a inflação do nosso sistema, se não pensando investi-lo para garantir o seu próprio valor? Inclusive, os companheiros que vieram aqui defender contra isso, na verdade estão em contradição. Nunca defenderam tanto do trabalhador. Para mim só cabe uma resposta aqui. A aprovação unânime dos princípios fundamentais desse documento. Não tenho dúvida, que todos os companheiros aprovaram os três pontos básicos, autonomia e liberdade sindical, unidade sindical e a defesa do processo eleitoral livre, democrático e direto. (Palmas)

Presidente – Companheiro Osvaldo Pimentel, do Rio de Janeiro.

Osvaldo Pimentel – Companheiros, como está ainda a elaborar esse relatório da comissão do sindicalismo, ontem os companheiros permaneceram até a madrugada realizando. Acreditamos que expressa o pensamento da categoria dos metalúrgicos, não cabe nenhuma emenda. O que eu proponho ao plenário é que aprovem na íntegra esse relatório. Está elaborado calcado na unidade sindical, nos direitos da categoria metalúrgica, na liberdade sindical. (Palmas)

Presidente – Wagner Eduardo. Logo após, Henos Amorina.

Wagner Eduardo – Tendo em vista aqui ter proposto a supressão do item seis. Quando o companheiro usou do direito de se inscrever, o companheiro fez defesa. Foi só. Aliás, fez emenda. Aquela oportunidade era só para se fazer isso. O companheiro abriu vaga para que se falasse novamente o que não me parece correto, certo?

Henos Amorina – Companheiros, primeiramente temos que dizer que aquela comissão de sindicalismo, o trabalho extenuante aprovou esses princípios. O que nos admira é que diversos companheiros participando daquela comissão, permaneceram conosco naquele trabalho e não tiveram a petulância de se revoltar contra as decisões. Esses venham a plenária propor novas mudanças nesses princípios que foram aprovados por aquela comissão. Isso não admissível, porque se no momento não tem coragem de discutir, também deve se omitir nessa plenária. Quanto ao problema das eleições sindicais diretas, esse é o princípio que o Brasil todo não só em sindicato, como nas eleições político partidárias. Todo o povo brasileiro vem defendendo. Só tem medo dessas eleições diretas aqueles que tem medo de perder seus cargos. (Palmas) O fato, todo mundo vem aqui para fazer política, ou por demagogia, defender os direitos de assembleia. Mas quando põe em jogo o mandato, seu cargo, então ele rejeita e contradiz tudo aquilo que disse antes. Atividade econômica, se o trabalhador for conscientizado sindical e politicamente. Se ele respeitar a sua propriedade que é o sindicato, esse pode exerce-las. O que não se pode é eleger corruptos que vão para se aproveitar. (Palmas) E o prazo de carência de três meses. Que me desculpe a comissão técnica, houve uma falha e a mesa da nossa comissão, também. Porque foi aprovado uma carência de três meses, quando foi colocado aqui. E essa falha houve, portanto. Era isso que queria colocar, depois de discutido e rediscutido esse relatório. A comissão por unanimidade aprovou. Portanto, peço a esse plenário que não tenha medo de aprovar. Porque aqueles que estão com a sua defesa investem no seu direito. Portanto, peço a aprovação desse relatório na íntegra. (Palmas)

Presidente – Mais uma intervenção da nossa mesa, companheiros. Solicitando a participação do Dr. Waldir Franeto, que foi assessor da comissão. Companheiro Arnaldo Gonçalves. E logo após, José.

Arnaldo Gonçalves – Atenção! Não fiz uma emenda, pedi uma reivindicação para os do relatório. (Palmas)

Presidente – Companheiro, usou da palavra para fazer emenda. Vamos resolver o problema, vem aqui fazer de uma vírgula que a máquina de bater esqueceu. E dá direito de participar. Usou a palavra, não fez porque não quis. Por isso, perdeu o direito de falar agora, desculpe. (Palmas) Companheiro José Ferreira da Silva, a seguir, Evaldo Barbosa Oliveira.

José Ferreira da Silva – Companheiros, o problema dessa discussão foi um negócio sério. Estávamos observando um relatório simples, está quase perfeito, deve ter umas pequenas falhas. Mas queria chamar atenção de um fato. O companheiro Arnaldo apresentou um negócio que há realmente, fui testemunha disso, um lapso talvez da mesa da comissão técnica, quando colocam para eleição direta em todos os níveis, mais ou menos assim. Se essa teve falhas, como pregaram alguns, é de se lamentar. Porque essa foi a mais sacrificada do congresso, ficamos até as três e meia da madrugada, quando muitos companheiros que vieram apresentar emendas se retiraram as oito horas da noite. (Palmas) Somos da comissão, também. Assistimos aqui, agora alguns companheiros vem dizer que essa comissão falhou. Se sim, foi porque aqueles não estavam presentes e não ajudaram a comissão. Portanto, esse relatório tem alguma emenda. Tudo o que fizemos nessa tese, por mais defeito que esteja, terá que ter essas. Porque aparecem cabeças, talvez mais lúcidas, para ajudar a perfeição do relatório. Portanto, não vejo como nós daquela comissão, que discutimos várias horas, chegarmos aqui, ou então emendar vírgulas. Respeito a tese a filiação de companheiros de outras comissões. Muito bem. Esses têm a obrigação de vir aqui e propor emenda, porque não participaram. Mas, da nossa comissão não aceito. Era só isso. (Palmas)

Presidente – Evaldo Barbosa de Oliveira. E a seguir, Nelson.

Evaldo Barbosa de Oliveira – Bem, companheiros. Falou José Ferreira, nesse momento. Muitos que apresentaram emendas sobre esse relatório, não estavam presentes na nossa comissão. Portanto, mais justo que venham fazer retificações daquilo que não participaram. Se tivesse havido participação, admitíamos que chegassem aqui e quisessem emendar aquilo que queiram. Portanto, o disparate, ficamos até as duas e meia da manhã, tentando fazer algo de justo, de bom para todos os trabalhadores metalúrgicos do Brasil. Chega alguns elementos que foram passear, ou coisa parecida. Se retiram da plenária da segunda comissão e vem aqui fazer emenda injusta. Esse relatório não precisa ser emendado em nada! Porque refere ao que os trabalhadores brasileiros estão precisando. É justo, é polêmica do sindicalismo moderno! Não é ultrapassado. O sindicalismo tem que caminhar a passos largos, se pregarmos autonomia sindical, em todos os sentidos, é preciso que seja aprovado na íntegra. Alguns companheiros vieram aqui preocupados com o Imposto Sindical. Há muito maiores, que essa porcaria, e não se pode atrelar o sindicato ao governo! A convenção coletiva do trabalho, se o dirigente sindical tiver autoridade, terá condições de suportar financeiramente, porque não vai se negar de ajudar aquilo que é seu, ao sindicalismo e sindicato brasileiro. Então, quem não tiver habilidade de fazer com vontade trabalho de base, estará derrotado, por falta de competência. Mas acredito que todos os elementos que virem tornar ao sindicato, têm condições de fazer coisas boas nas bases. Convenção de representantes de trabalhadores, como muitos dizem por aí, quando é verdade, faz do sindicato cabide de emprego! Para se manter na posição trinta anos, até chegar a aposentar-se! Deveriam refletir um pouco melhor sobre isso aqui, que tentamos fazer de melhor para os nossos companheiros. Outros vem dizer que os metalúrgicos não associados não pertencem à categoria, porque não podem ter participação. Aqueles que dizem isso, estão completamente enganados. O trabalhador não é sindicalizado por falta de trabalho de base. Os companheiros não vão às bases mostrar como devem se engajar. O sindicato é dos trabalhadores em geral, e não só dos associados. Porque tem sindicato fechado para os trabalhadores. Quando procuram o sindicato, esse está fechado para ele, associado ou não. Terminei. (Palmas)

… – Presentes aqui na assembleia, companheiros, estou preocupado realmente. Porque no momento a classe trabalhadora, especialmente os metalúrgicos. No momento que esse plenário teve hoje a coragem de aprovar a liderança total e irrestrita, alguns companheiros vêm aqui ao microfone com a preocupação de que essa comissão não tenha aprovado uma possível mudança do regime, como se estivéssemos vivendo num que satisfaça as nossas necessidades. Essa preocupação é muito maior do que a pensar dessa maneira, supondo-se de que talvez sejamos obrigados a viver o resto da vida nesse tipo de exploração. Alguns vieram aqui reclamar sobre o imposto sindical, querendo retirar do relatório esse item. Acredito que deve permanecer. Realmente tem garantido emprego para muita gente, que faz sindicalismo ou não. Vão a porta das fábricas e simplesmente se aproveitam do trabalho, sem ter uma orientação correta, sem saber realmente o que é sindicalismo. Não tem tido oportunidade de participar melhor da vida do seu sindicato, porque os dirigentes não vão discutir com os companheiros. Também disseram que eram contra a participação dos aposentados nas eleições sindicais. Tenho certeza de que esse plenário vai votar contra essa proposta, porque o mínimo de respeito temos que ter pelos aposentados, é o direito deles continuarem podendo participar da vida sindical, junto com o pessoal da ativa. (Palmas) Como também companheiros que disseram que ordenado de advogado deve ser igual do representante do empregador. Quando o companheiro que sai da base e assume, depois está simplesmente, a grande maioria, aliada à comissão oficial. Deixa de ser operário, de se preocupar com vocês da classe trabalhadora, e passa a fazer conchavos com diretores, aproveitando-se da situação para prejudicar seus companheiros de classe. Pediria que aprovassem esse documento com as reivindicações do Arnaldo. Queria colocar que foi justo o protesto da comissão contra companheiros que abandonaram, e outros que ficaram até de madrugada. Tenho certeza de que vocês tiveram a coragem de dar um passo à frente, e numa demonstração de audácia de demonstrar conhecimento de votar contra todo o regime de opressão. Por ter coragem de votar nesse documento na íntegra, daquela estrutura arcaica que temos, até os dias atuais. Esse relatório propõe mudanças substanciais. Não queremos mais e não devemos compactuar com a tutela dos departamentos de estado, ditando ordens para que os trabalhadores cumpram. É preciso que, de agora em diante, tenhamos condições de gritar bem alto: no sindicato mandamos nós! É isso que teremos que dizer. As decisões que tenhamos que tomar que digam respeito a problemas dos trabalhadores brasileiros. É por isso que temos que ter a coragem de, embora respeitando ainda, alguns sindicatos do interior, é hora de acabar com a contribuição sindical. Isso que é feito com toda a consciência. Que nós é que dizemos que essa eliminação deve ser feita de forma gradativa. Não queremos deixar mais por soluções. Queremos ter direito de depositar o pouco do estado. É isso que queremos, se querem saber. (Palmas). Desafio a qualquer dirigente sindical, ativista de fábrica, que esteja satisfeito com a atual estrutura sindical que está aí. A não ser que esteja se utilizando do movimento sindical, se for aproveitador. Ele não aceita isso. Mas se quiser colocar à altura do companheiro de dentro da fábrica, tem que ter aspiração de mudança. Nós talvez podemos não estar, claro! Talvez seja limitado a proposta que fazemos de mudança, isso acredito. Mas está sendo feito um esforço de proporcionar ao conjunto de trabalhadores brasileiros uma saída objetiva de superação e garantia de autonomia sindical, é esse o espírito. Quero pôr aqui, acima de tudo, é preciso que tenhamos a coragem de ter uma abertura, concreta e objetiva da democracia no seio da classe operária. Não temos medo de levar companheiros não sindicalizados ao sindicato, porque temos confiança que em cima disso vamos fazer uma ampla sindicalização. O que queremos dizer aqui para terminar, que só não aprova esse relatório quem estiver comprometido com essa atual estrutura. (Palmas)

Presidente – Manuel Anísio Gomes, de São Bernardo. O companheiro está com a palavra para fazer a defesa do relatório, as emendas serão posteriormente.

Manuel Anísio Gomes – Companheiros responsáveis e adultos, certo? Ficarem aqui fazendo joguinho de patrões, é totalmente lamentável, porque estamos aqui, usando dinheiro da categoria dos trabalhadores. Devemos trazer e fazer ver aqui, lá a base, da graxa ao pé da máquina, a não ficarmos aqui dando uma de burguês, certo? É lamentável. Peço a caridade de todos os companheiros, principalmente aos que são do sindicalismo, que nos deixaram basicamente reduzidos à quase cinquenta por cento da nossa comissão. Depois vieram aqui apresentar emenda sem querer talvez ter lido esse relatório que está aqui. Peço seja votado em bloco isso aqui. As emendas dos companheiros que não estavam presentes em nossa comissão. Gostaria também de dizer aqueles companheiros que vieram aqui, certo? É que no tangente do item de eleições sindicais, fizeram colocações infelizes. Gostaria que fossem mais claros e objetivos, porque acho que de trabalhador para trabalhador as coisas têm que ser colocadas claras. Porque não entendemos negócio de dinheiro, não! Entendemos realmente e temos que ter coragem de dizer um para o outro, cara a cara, e não ficar colocando aqui se é ou não as eleições diretas. Teremos que eleger nossos diretores. Nossa entidade terá que eleger o nosso presidente de federações. E não ficarmos aqui colocando coisas entre nós, isso repudiamos. Esse regime que está aí oprimindo a classe trabalhadora e colocando peões, para não atender o ensejo da sociedade brasileira. Também não aceitamos leis de trabalho para outro, como temos hoje. Isso é lamentável. Era o que queria dizer. (Palmas)

Presidente – Logo após, Enilson Simões de Moura. Não.

Defensor – Companheiros, se nessa comissão de sindicalismo deu maior de todos os esforços, por todas as posições divergentes que tinham. Ficamos passando necessidade, fome e até cansaço, até às duas e meia da manhã e aprovamos essa tese. Foi para evitar que qualquer Ari Campista viesse a participar do meio da vida dos trabalhadores. Embora alguns companheiros vieram aqui com boas intenções para colocar emendas, quero deixar claro mais uma vez. Se regime militar propõe uma abertura relativa, lenta e gradual e segura, os trabalhadores querem garantia de ampla liberdade democrática. (Palmas) Para que nós comecemos a dar parte nesse sentido, é preciso reconhecer o avanço da classe operária. Vamos ser claros e honestos, a classe operária está avançando. Aquele dirigente sindical que não representar absolutamente seus interesses, sem dúvida nenhuma os operários vão passar por cima deles. Quero aqui também colocar a questão do processo eleitoral, deixando das discussões das questões políticas dos trabalhadores. Necessitamos da luta contra as eleições para governador, para presidente, indiretas. Vamos contra essa atitude arbitrária do governo. Viemos aqui para defender eleições indiretas para federação e confederação. Isso, do meu ponto de vista, é fazer com que a classe operária, os trabalhadores não participem desse processo, não tenho dúvida, para ficar na confederação, federação, como líder, aqueles que realmente os trabalhadores elegeram. Essa é uma questão de honra e rumo. Respeito o conjunto de trabalhadores que vieram aqui fazer oposição, mas acima de tudo a hombridade, a capacidade política da classe operária de começar a se mobilizar, de começar a se organizar para de fato derrubar inteira essa estrutura sindical que aí está. Quero aqui colocar a minha preocupação de público. Que esse relatório que ora discutimos, que cada companheiro do interior, da capital, ou de onde quer que seja. Mas que esses que vieram aqui representar os interesses dos trabalhadores, aplauda na íntegra o conjunto dessas resoluções que nós, com suor, vontade e garra aprovamos na comissão sindicalista. (Palmas)

Presidente – Enílson Simões de Moura. Logo após, Claudionor Nivaldo Teodoro.

Enílson Simões de Moura – Companheiros, acho que esse congresso até agora tem representado uma vitória que todos e as forças mais democráticas, que existem entre os trabalhadores. Esse congresso até agora tem dado parte efetiva da busca da democracia. Entretanto, é necessário esclarecer determinados conceitos que se tem construído aqui. Tem se falado em sindicato grande e sindicato pequeno.

Pausa

Assunto processo eleitoral

Alemão – Aqui dois grupos. Falou que deve ter direito ao voto para eleições sindicais, elementos que não sejam associados. Então estou falando em cima das eleições sindicais. Esclarecendo. Não devem votar, que alguns grupos citaram devem. Está bom! Foi a notação que fiz, em relação ao que foi colocado aqui. Então, tenho contra argumento, contra o que foi dito. Quanto ao TRE, levantado por alguns, acho que é um preceito também da democracia. Falar aquilo que gostamos, isso todos defendem também. É um preceito nós ouvirmos aquilo que não gostamos, certo? E saber combater conversando e democraticamente. Acho que essa ideia deveria ser fiscalizada as eleições sindicais. Tudo bem?  Que seria o TER, que fosse acompanhado para uma comissão de trabalhadores. Agora? Porque um fiscalizando. Vamos ver esse vai trabalhar corretamente, ou não. No mais, muito obrigado pela vaia. Tenho mais uma colocação a fazer (risos). Um grupo citou aqui também, que se um elemento saísse da base até com dois anos, teria direito a voto. Acho que isso aí é impossível.

Presidente – A mesa agradece ao orador e pede a presença do próximo, senhor Manuel Anísio Gomes. Logo em seguida, fica o senhor Luís Inácio da Silva.

Manuel Anísio Gomes – Companheiros, acho que não tenho uma colocação a fazer. Acho que não há mais necessidade de fazer, diante da explicação que o Alemão fez. Correto? Tudo aquilo que ele disse, era o que eu tinha a dizer. Então, não tenho mais nada. (Palmas)

Presidente – A mesa agradece o senhor e pede a presença do companheiro Luís Inácio da Silva (Palmas).

Luís Inácio da Silva – Só queria pedir a mesa, que não contasse o tempo, que tenho uma vida a fazer aqui, é dos interesses dos companheiros. O problema é o seguinte, no sábado passado quando o Severino subiu aqui e disse que alguns companheiros precisavam sair, que tinha uma coisa e alguns companheiros estavam esperando. Houve uma certa chiadeira. Alguns tem o compromisso de subir hoje para São Paulo e descer amanhã cedo. Os ônibus, o Severino já mandou preparar um lanche. Só gostaria de pedir a esses que por gentileza esperassem pelo menos nós votarmos esses itens. Tem algumas meninas que tem compromissos com namorados, aquele negócio todo (Risos). Acho que se assumiram o compromisso de subir, o ônibus vai sair e levar. Só estou pedindo que esperassem pelo menos votar esse trabalho da tarde. Acredito que não vai demorar muito. Talvez nem fale, porque o que eu tinha já foi dito aqui. Queria chamar a atenção de vocês para uma coisa, talvez não seja muito simpático. Mas gostaria de dizer que não estamos numa discoteca, não! Estamos num congresso. Essas vaias, assovios, são próprios de discoteca, não é de congresso de trabalhadores (Palmas). Gostaria que quando o companheiro não gostasse de uma coisa, que dissesse. Tem tempo de vir aqui falar, rebater e tal. Mas esse negócio de gritinho, assovio, não é coisa para aqui. Só queria argumentar a respeito das quatro alternativas que colocaram. Não deveriam existir. Primeiro a diretoria do sindicato não deveria presidir as eleições. Segundo, o tribunal não deveria presidir eleições. Terceiro, todos os membros das chapas, não deveriam presidir eleições. Eleições sindicais, se quisessem praticar liberdade e autonomia sindical, acabar com o cambalacho que existe hoje. Somente uma assessoria dos trabalhadores elegendo o grupo neutro, a chapa concorrente, para que ela dirija dos destinos das eleições. (Palmas)

Presidente – A mesa agradece. Antes de colocar em votação, pediria a presença de um companheiro, proprietário de um Volkswagen NG 2554 que comparecesse aqui na mesa. O relator que fazer defesa e é um direito que assiste.

Relator – Gente, o nosso grupo votou que o TRE que deveria presidir, coordenar essas eleições. Não sei porque há incoerência. Chamaria assim propor uma assembleia como essa e votar por aclamação uma diretoria, talvez aí fosse. Mas sabemos que existe um órgão encarregado de coordenar qualquer tipo de eleição, é a Justiça Eleitoral. Porque há incoerência hoje de que há uma eleição, essa chapa tem que ser inscrita no Ministério do Trabalho, o que deveria ser feito na Justiça Eleitoral. Depois, no caso de impugnação, vem lá o judiciário e impugna essa chapa. Quem vai decidir novamente é o Ministério. Há incoerência. Esse manda, o judiciário impugna, depois quem resolve, ao invés de deixar na mão da justiça. Então, propomos que deva ser encaminhado pelo TRE porque é o encarregado no país. E também por causa desse problema. Porque se houvesse um problema, impugnação será encaminhada à Justiça, ao Supremo Tribunal para resolver esse problema. Então, não acho que estamos distantes da realidade, do presente. De maneira nenhuma, somos trabalhadores defendendo os mesmos pontos de vista do pessoal que está aqui. Esse é um congresso para se apresentar novas sugestões e estamos apresentando a nossa. Não será aprovada. Mas muito bem. É um direito que temos de apresentar. Muito obrigado. (Palmas)

Presidente – Mais um relator quer fazer uso da palavra.

Outro relator – Bom, companheiros. Foi atacada agora pouco a proposta de vários grupos. Que sair eleições fiscalizadas, coordenadas por uma junta de todas as chapas, de forma igualitária. Venho aqui em nome do grupo C, defender porquê disso daí. É claro que, com toda a estrutura do estado ela não é neutra, certo? Acho que assim mesmo qualquer companheiro dentro do sindicato, obviamente vai se posicionar, por uma chapa ou outra, principalmente se for escolhido por uma junta. Dificilmente vai ter um que é participante do sindicato, que não esteja apoiando uma ou outra chapa. Portanto, acho que escolher uma junta neutra através de assembleia, realmente não tem sentido. Então, venho aqui defender em nome do meu grupo, reforçar a proposta da comissão. De que se forme de forma igualitária com as participações dos companheiros das chapas. Se são posicionados, está aí, chapas estão defendendo seus interesses de forma igualitária. Que fiscalizem isso, é a única garantia que vamos ter durante o processo eleitoral. (Palmas)

Presidente – Abrindo. A mesa agradece e convida para mais um relator, o senhor Augusto Cássio Portugal, para também fazer a sua defesa.

Augusto Cássio Portugal –  Pedimos silêncio por favor no plenário. Venho defendendo a proposta da Justiça Civil, a respeito da decisão sobre as eleições. Em primeiro lugar, gostaria de aconselhar que os pelegos que defenderam as propostas anteriores, não existem. Aqui são propostas discutidas, debatidas pelos trabalhadores, que correspondem ao nível de consciência que foi demonstrada por eles em suas comissões. Isso não corresponde a mentalidade do pelego de jeito nenhum. Correspondem ao estágio que alcançamos agora. Se ele é bom, ou ruim, corresponde ao próximo avanço das lutas dos trabalhadores que esclareceu isso aqui. Em segundo lugar, a proposta nossa é a junta eleitoral encaminhando todo o processo. Encaminha toda fiscalização. O impasse que possa haver em torno das eleições sindicais em última instância, nós consideramos que deva ir à Justiça Civil. Porque isso? Porque a Justiça Eleitoral e a Justiça do Trabalho fazem como exigência os atestados políticos e ideológicos. A Civil inclusive julga pendências de clubes e outras associações. Tem competência? É claro, com parcialidade clássica e escambau. Que isso existe aí. A proposta do encaminhamento ser decidido pela Justiça Civil, a outra, certo? Vai ser apresentado com destaque. Então… ok? Está aí, tem mais dois relatores. Enílson, logo em seguida você.

Mais um relator – Desculpe. Aqui a questão é rápida. Acho que o encaminhamento não está sendo o melhor. Estamos voltando quatro vezes a mesma intervenção. Não sei se os companheiros da mesa, se vão discutir isso hoje. Agora, pelo plenário, percebemos que volta a discutir, depois o relator a reafirmar. Talvez pudéssemos encontrar um outro caminho para que fluísse mais rápido.

Presidente – Queria pedir ao relator que não repetisse o que foi discutido anteriormente, mas vocês aprovaram o direito deles de fazer suas defesas. É um direito que assiste e vocês aprovaram. Não posso, como a mesa, impedir esse. Vocês são o plenário e são soberanos na aprovação de vocês.

Mais uma colocação – Também concordo que os relatores não devem fazer uso da palavra duas vezes. Como abriu uma exceção agora e os relatores vierem falar. Vou manter a defesa das posições do meu grupo. O que ocorre, discutimos e vimos que no processo eleitoral estariam envolvidos os melhores companheiros da base. Sendo assim, estariam todos ligados às chapas concorrentes. Portanto, ele deveria dirigir o processo eleitoral, não deveria ser, não eleito em assembleia, mas tiradas de cada uma dessas chapas, os seus representantes. Assim seria conduzido o processo. Espero terminando esses absurdos de se recorrer à Justiça Civil, ou ao TRE. Os companheiros se posicionaram a favor dessas propostas, que sejam representantes de cada grupo, cada chapa concorrente.

Presidente – A mesa agradece. Tem mais um relator, gostaria que apresentasse seu certificado para confirmar, para que não venha outro, desculpe.

Outro relator – Que os companheiros estão pedindo dos relatores, uma vez que já foi defendido o ponto de vista. Não venha reafirmar aqui, venho a pedido do grupo ao qual estou representando. Então, estou aqui defendendo a sua tese. É um pedido deles, que venho reforçar o que já foi dito aqui. De que realmente não tem uma imparcialidade da junta, que vai ser uma assembleia, porque os trabalhadores que já estão participando, uma ou outra tendência, por determinadas chapas que existem. Então, deve ser pelas próprias representantes, os seus que vão encaminhar essas eleições. No caso da impugnação que já foi dito aqui, seria levado a assembleia geral para que essa viesse a impugnar. Sairia tudo dessa chapa, de todas as chapas, teriam acompanhado as eleições. Só.

Presidente – A mesa agradece. Acreditando não ter mais nenhum relator fazer uso da palavra de defesa, nós passamos logo em seguida. A mesa vai fazer a proposta, gostaria que prestasse atenção para a votação, para não precisar repetir depois a leitura. As eleições serão presididas primeiro por uma junta formada por elementos de todas as chapas. Segundo, por uma junta neutra. Três, pelo Tribunal Regional Eleitoral. Quatro, pela diretoria do sindicato. Faria a proposta para votação. É claro eu vou iniciar pela primeira, uma junta formada por elementos de todas as chapas. Ah! Não falei como se deve votar para aqueles que assim concordarem pela primeira, permaneçam como estão, os contrários levantem a mão. Fiz a leitura, coloquei. Pedi atenção, se não estão prestando. Agora já foi votada. Se o plenário assim o quiser, farei novamente a votação. Está aprovado. Vamos dar continuação ao trabalho, e a assessoria fará a leitura do próximo contrato. Está bom, espera um pouquinho. Há uma questão de ordem aí. Para colocar as quatro propostas em votação, gostaria que você lesse. Essa já foi aprovada, se tem dez alternativas que fosse. Por favor, companheiros. Ok! Vamos lá, veja bem, para mim, a primeira eliminaria as demais, mas se assim vocês querem, estamos aqui para atender, certo? Muito bem, então para que atenda o pedido de vocês, voltaremos a fazer a leitura. Vou fazer a votação um por um, ok? Muito bem, por uma junta formada por elementos de todas as chapas. Aqueles que estão de acordo ficam como estão, os contrários levantem. Pô! Vamos colocar outra em votação. O que vocês querem? Não tem outra forma. Está bom, vou contar as mãos. Atenção, vamos com calma. Aqui estamos contrários à ditadura, acredito que sim. E se vocês imporem a ditadura sobre mim, já são ditadores. (Risos) Atenção, silêncio. São homens e com dignidade. Como já disse antes, acho que pela manifestação, a do TRE não devia ser. Vou colocar um por um, certo? Não tenho condições de ficar aqui contando todas as mãos. Não há necessidade de se exaltar, porque nós estamos aqui, as únicas pessoas que estão com pressa são aquelas que vão para São Paulo. As demais poderão ficar aqui até a meia noite, se assim desejar. Venceu a primeira. Se supões se venceu a primeira, é um direito de todos se manifestarem. Acho que é perda de tempo continuar falando. Alguém ao que parece faz uma proposta recebida com aplausos. Boa! Faço o seguinte, atentem, vocês concordam da forma que foi proposto? Uma anula todas. Quer falar? Pô, se quiser levantar a mão, você pode levantar as dez, se tiver.

Luís Inácio da Silva – Companheiros, realmente da forma que foi colocada em votação, sempre a primeira vai prevalecer. Quem for favorável fica como está e quem for contrário levanta a mão. Acho que o problema é o seguinte, aqui ninguém é cego. Tem quatro alternativas, tem quatro propostas, quem for favorável a primeira levanta a mão. Quem for favorável a segunda, também. É lógico. A não ser que alguém se queira fazer de cego. Sabe? A primeira vai vencer. Se houver duas em dúvida, que nem no programa do Chacrinha. (Risos) Se houver em igualdade de condições. Então, se coloca as duas que estão em dúvida. Certo? (Palmas)

Presidente – Veja bem. Para que vocês fiquem bastante à vontade e o perdedor não fique insatisfeito, vou fazer o mesmo processo de votação. Mas da seguinte maneira, começar de trás para frente. Certo? O número quatro que é pela diretoria do sindicato. As eleições serão pela diretoria do sindicato. Levantem a mão. Perdeu. O número três, quem for a favor pelo Tribunal Regional Eleitoral, levantem a mão. Perdeu. Atenção, o número dois, por uma junta neutra. Muito bem. Deve ter uns vinte votos aí. Por uma junta formada por elementos de todas as chapas. Alguém duvida? Bem, atenção, peço aqueles que se tiverem que se afastar realmente por suas obrigações, que se afastem com calma e os demais ficarão presentes aqui. São só trinta e cinco. Atenção. Vou fazer a leitura da segunda proposta. Diz o Severino que o pessoal que vai para São Paulo deve comer um rango no bar, embaixo no térreo. Segundo a proposta durante a eleição duas coisas. Um grupo disse que a diretoria deve ser afastada, outros disseram as juntas presidem as eleições, mantendo a essa as funções administrativas. A junta vai presidir as eleições, isso já foi decidido. Agora precisa saber se volta para a fábrica ou se continua mantendo as funções administrativas. Dando prosseguimento ao nosso trabalho, daremos dois minutos para a inscrição. Peço aos companheiros do plenário que se comportem, para que demos sequência ao trabalho. Podemos assim terminar com toda tranquilidade. É o relator se assim desejar, poderia fazer uso da palavra no fim, para não repetir as mesmas coisas. Se quiser. Não estou obrigando. Já dou sequência convidando o primeiro orador, o senhor Luís Inácio da Silva.

Luís Inácio da Silva – Companheiros. É uma razão pela qual votei na junta neutra. Como presidente do sindicato, acho e entendo que a diretoria tem que se afastar na época de eleições. De nada adianta quem não conhece. Os companheiros que já concorreram eleições aqui. Oposição sabe disso. Os bancários concorreram eleições agora. Somente com o afastamento diretoria para a base, é que realmente ficará igualdade de posições entre oposição e situação, de concorrerem as eleições sindicais. Porque caso contrário, a diretoria ficando dentro do sindicato. Pode ter cinquenta juntas para dirigir o processo eleitoral. Não se esqueçam de que a diretoria tem a máquina na mão. Essa sempre irá prevalecer. Então, pediria que votassem, para que os diretores do sindicato voltassem para as fábricas, porque senão não haverá igualdade nas eleições sindicais. Quem estiver com a máquina na mão, tranquilamente tem muito mais chances de ganhar as eleições. Voltando para a fábrica os companheiros da diretoria, ficarão todas as chapas concorrentes em igualdade de condições. Aí sim poderemos ter eleições livres e democráticas. Senão, pode ter dez juntas governativas de dez chapas, a diretoria dentro do sindicato, administrando, estará com a máquina na mão, e com muitas possibilidades de levar vantagem sobre as outras chapas. É por isso que fui favorável à chapa neutra, porque se colocar elementos das duas chapas, vão apenas fazer política e esquecer da administração do sindicato, que é uma sequência que tem que caminhar uns três meses. (Palmas)

Presidente – A mesa agradece ao orador e pede a presença de José Dilermando. Logo em seguida fica presente o senhor Gilson Luiz Correa.

José Dilermando – Companheiros, o nosso Luís falou que é favorável ao afastamento da diretoria do sindicato. Isso para qualquer direção nacional. Sou completamente contra o afastamento dessa, ou qualquer que seja. Olha, companheiros, a máquina está montada, a diretoria vem trabalhado há três anos montando o ritmo a legalidade. Todo o desempenho que a categoria está, em consideração a eles prestando, ela tem confiança neles.

Pausa

Gilson Luiz Correa – Desculpamos a chapa, por igualdade de condições. Era só isso. (Palmas)

Presidente – A mesa agradece. Pegue eu crachá, senhor Gilson. E pede a presença do Senhor Laudelino Alves. Logo em seguida, o senhor Mariano Palma Vilalta.

Laudelino Alves – Bem, companheiros, acho que, de maneira nenhuma, a diretoria deve se afastar do sindicato. Porque não sabemos ainda ao certo quanto até a eleição. Até a realização, essa junta vai governar esse sindicato. Vamos dizer que fique em quatro meses, existe uma série de problemas administrativos. Podemos estar na época de qualquer resolução, de contratos coletivos, qualquer coisa nesse parecer, e essa deve estar presente. É claro que se a junta deve, no caso de qualquer arbitrariedade, convocar imediatamente a classe para se denunciar. Vamos dizer essas arbitrariedades da diretoria. Mas não deve se afastar do sindicato.

Presidente – Seu crachá, companheiro. O senhor Mariano Palma Vilalta. E peço logo a presença do senhor Paulo Roberto Correa.

Mariano Palma Vilalta – Companheiros, é a partir do momento que nós pregamos um sindicato autônomo e democrático, nada mais justo que a diretoria, em se tratando de eleições, deve se retirar. Porque ela daria uma igualdade de condições para as chapas que concorrem ao pleito. Se existe um período de contrato ou de dissídio coletivo. Acredito que as eleições podem ser adiadas para um período posterior ou anterior a essa data. Acho que seria antidemocrático essa ficar. Porque isso é claro como água. Uma diretoria que está a testa de um sindicato, maneja a seu bel prazer. Então, sou a favor que toda e qualquer se afaste, volte às bases, faça seu trabalho com companheiros. Competindo com igualdade de condições, isso é plena democracia, no meu entender. Era só isso, obrigado. (Palmas)

Presidente – Meus agradecimentos. Seu crachá, senhor Mariano. E peço a presença do senhor Paulo Roberto Correa.

Paulo Roberto Correa – Sou favorável a volta dos diretores às fábricas, vestindo novamente o macacão, e convivendo com os companheiros. Sentindo mais de perto a luta para quando houver um retorno mais consciente. É só. (Palmas)

Presidente – O seu crachá, companheiro. Há um pedido para os companheiros, sejam mais objetivos, não repetindo as mesmas palavras que o anterior. Convido aqui o Senhor José Tiago de Souza Carvalho. E faço um destaque, que é do sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

José Tiago de Souza Carvalho – Bem, o destaque saiu meio errado. Porque o crachá está batido errado, não é sindicato, é oposição. Sou da chapa Renovação Bancária, chapa três, e estamos concorrendo às eleições desse sindicato, agora lá no Rio. Deve se realizar agora, no final do mês de novembro, até o primeiro dia de dezembro. Então, falo de cadeira sobre esse assunto. Principalmente, tivemos lá no início desse ano, uma eleição impugnada, exatamente por fraude eleitoral. Porque a maioria abusou da máquina e fez o que quis. O que nós podemos e não podemos, compactuar para que ela fizesse. Agora, acho que uma coisa é batalharmos pela democracia. A preocupação dos companheiros está correta. Às vezes nos tornamos antidemocráticos, por pecar por excesso de democracia. Porque acho que é uma diretoria, como estamos estabelecendo aqui, eleita pelo conjunto de trabalhadores. Achando também, considerando que todo dia no trabalho, é muito importante. Principalmente para que compõe cada categoria profissional. Se um dia é importante, imagina três meses que dura um processo eleitoral. Então o porquê afastar uma diretoria que foi eleita com um determinado fim. Afastar e só ela para cumprir tarefas de direção e de liderança das categorias. Não só discordo dos companheiros que estão sendo pelo aspecto administrativo, mas principalmente pelo aspecto reivindicatório e político. Substituirmos uma diretoria que foi eleita pelo conjunto da categoria e maioria. Que seja por um dia, está bem? Não estou nem discutindo que seja três meses. Mas que seja por um dia, substituir essa diretoria por uma junta eleita em assembleia, não pelo conjunto da categoria. Acho que acaba pecando. A preocupação é correta. Mas acabamos por excesso de democracia, caindo numa posição antidemocrática. (Palmas) Devemos ao máximo tentar zelar sim, pela democracia interna da classe trabalhadora. Que o sindicato seja um organismo democrático, de luta nossa. Cabe nesse momento às oposições sindicais, como é o nosso caso, que batalhamos contra uma diretoria que está lá no sindicato, eleita por eleição, como em setenta e quatro, na base da fraude e as urnas saíram até do sindicato e foram para sede campestres e outras coisas mais. Essa que veio da Junta Interventora, no sindicato em setenta e dois. Deu para nós como é que é o pé da diretoria. Cabe a nós, enquanto oposição hoje, não batalhar por essa junta. Por esse controle de igual condições entre todas as chapas concorrentes. Afastar essa diretoria e colocar nesse lugar a junta eleita por um número muito menor de companheiros. Era isso. (Palmas)

Presidente – A mesa agradece. Seu crachá, companheiro. Como é devido, os relatores têm direito de fazer as suas defesas. Para começar o senhor Mário Mancini.

Mário Mancini – O problema é o seguinte. O nosso grupo propôs o afastamento da diretoria do sindicato e a convocação de uma junta através de assembleia. Para começar, estamos discutindo uma estrutura nova. Dentro dessa foi proposto os delegados sindicais, ou comissões de fábrica. Nada mais justo que de dentro desses se forme a junta, são de inteira confiança do trabalhador, não sei porque desconfiar. Outra coisa também, santa inocência pensar que a máquina do sindicato não vai ser usada em benefício dessa diretoria que está lá. Ela tem que ser afastada, para não poder usufruir disso. Ela tem que ir às bases e brigar de mão à mão com as outras que estão lá, sem se beneficiar do sindicato. Essa é a nossa posição como grupo. Se por exemplo, como o outro colega colocou, tiver havendo um dissídio ou qualquer coisa nessa época, poxa! Porque que existe uma assessoria jurídica dentro do sindicato? É para ajudar essa junta resolver esses problemas se houver. Realmente os companheiros devem ter um pouco mais de bom senso e votar favorável a essa ideia. Porque acho que é a mais justa nesse momento. (Palmas)

Presidente – A mesa adverte que temos ainda dezessete propostas e que sejam bastante objetivos, para não perdemos tempo. Mais um relator.

Relator – Vamos levar em conta o seguinte, companheiros. Uma determinada diretoria assume o sindicato hoje, até se engaja em todos os processos que existem. Até ela conseguir em tudo o quanto que existe no sindicato, vai levar algum tempo. Agora, essa diretoria vai sair e voltar, vai entrar numa junta. Essa até começar novamente, vai levar uns três meses. Vai voltar a outra e essa vai ter todo esse prazo de novo, será o tempo que haverá, acredito eu, manobras, pelos patrões, dentro do sindicato. Embora ela saia de uma assembleia soberana, essa saberá escolher. Não acredito que terá condições de aguentar o aperto, conforme a diretoria efetiva tem aguentado. Levando em conta que lá dentro ficará uma diretoria mesmo pelega, estamos pregando uma liberdade e autonomia sindical. Acredito na consciência trabalhadora. Então, porque vamos acreditar que a máquina irá vencer a consciência do trabalhador. Não. A máquina não irá, não! Pode-se deixar a diretoria lá que, mesmo que for pelega, acreditamos ainda na consciência do trabalhador e nos trabalhos que a oposição fará para que ela entre lá. Isso será a consciência do trabalhador. Não é preciso afastar diretoria nenhuma. (Palmas)

Presidente – A mesa agradece ao relator. Não temos mais nenhum a fazer isso. Enilson? Vem cá. Você não estava perto, não te vi.

Enilson – Pessoal! O que ocorre é o seguinte. No meu grupo, inicialmente todos nós estávamos favoráveis a essa proposição. Algumas questões de ordem prática foram levantadas, tais como questão da própria condução do sindicato, que esse companheiro que me antecedeu levantou. A condução de tesouraria do sindicato, de secretaria, do posto de presidente e cargos que exigem assinatura. Enfim, uma série de processos burocráticos. Há questões também de que as eleições estejam ocorrendo numa época em que haja necessidade de um posicionamento firme do sindicato, de greve, contrato coletivo. A posição do grupo é de que a diretoria permaneça nos exercícios de suas funções, essa junta que vai presidir as eleições, fiscalize o procedimento. Estabelecendo inclusive, está o companheiro me lembrado que a máquina sindical deve e pode ser usada em igualdade de condições por todas as chapas concorrentes. (Palmas)

Presidente – Há mais um relator que quer fazer uso da palavra? Não. Não tem. Então, vamos para a votação. Gostaria que prestassem atenção para a leitura, para que quando fosse votado não houvesse tumulto.

Alguém do plenário – Só fazer uma perguntinha. O problema é o seguro com a demonstração com o sindicato. Não fazia estrutura do movimento sindical é que você como vice-presidente está afastado e continua se sentindo presidente, se tiver que alterar alguma coisa, nem outra é simples.

Presidente – Isso é verdade. Está aí. Agradeço a observação. E durante a eleição. Primeiro a diretoria deveria ser afastada. Segundo, a junta preside as eleições, mantendo a diretoria as funções administrativas. São duas propostas, outra vez para não ter dúvidas. Vou colocar em votação. Não sei se assim vocês querem, de trás para frente. Então vamos lá. Está bom! São duas, então vamos pela primeira, a permanência ou não.

Alguém do plenário – Questão de ordem. O problema é o seguinte, as propostas foram só discutidas aí. Você diz afastamento, que a afastamento da diretoria ou não, mantendo somente nas questões administrativas. O companheiro faz uma defesa da questão política, da permanência da diretoria no sindicato. E isso é diferente, inclusive o aspecto bastante importante, acho que deve então, não sei se entendi, mas tem essa proposta do aspecto político, a permanência ou não.

Outro interlocutor – Para que pelo que os grupos falaram. Existem duas coisas. As juntas assumem todas as funções, inclusive tesouraria, pendência, a outra era a junta só preside o processo eleitoral. Então é isso que precisa ser votado. Se a diretoria vai ser substituída pela junta, ou não. O afastamento, ou não.

Presidente – Veja bem. É uma questão que às vezes. Um momentinho. Por questão de ordem, ouvir o que você fala, faça uso do microfone. Faz o favor.

Luís Inácio da Silva – Olha, o Barelli disse, na tentativa de explicar, que a junta assumindo as funções da diretoria, necessariamente. Isso não precisa acontecer. Para dar uma demonstração, lá em São Bernardo, vocês sabem, a diretoria chegou a voltar para as fábricas. Eu, o Djalma e tem presidente, é o tesoureiro. Vamos voltar para as fábricas e vou continuar como presidente do sindicato. Chegamos e se tiver que assinar cheque, vamos assinar à noite. Se tiver que fazer alguma coisa, mesmo desligado e venha fazer, é questão que não gostaria que ficasse. A junta necessariamente teria que assumir as funções da diretoria, administrativas. Seria desligada do sindicato para cuidar de um processo eleitoral. Agora, o problema que necessitasse do diretor assinar, sairia do serviço e iria no sindicato, e assinaria. Qual outras questões?

Plenário – Questões de greve, de salário.

Luís Inácio da Silva – Não, qualquer uma, companheiros. Qualquer questão que o cara estando na fábrica, pode se desligar e ir lá fazer a coisa.

Presidente – Pelos relatórios, não existe nos grupos essa posição trazida pelo companheiro Lula. Nós temos duas. Já foi votado que existe uma junta presidindo um processo eleitoral. Precisa ser decidido agora se essa só preside, ou o sindicato também. É o que saiu nos grupos. Exato! O grupo D defendeu a posição que as juntas presidem as eleições, mantendo a diretoria do sindicato as funções administrativas. O grupo K também. É uma questão de ordem, o que foi votado em relação ao que decidimos na junta, de as chapas concorrentes para presidir o processo eleitoral. O problema é o seguinte, a junta para eleger processo eleitoral já foi votada. O que vai ser votado agora é se assume todo o sindicato ou não. Isso que vamos votar.

Alguém faz uma colocação – Para o encaminhamento, não poderia ser colocado simplesmente o afastamento ou não da diretoria. (Palmas) Agora só para esclarecer para que a questão de ordem que o companheiro levantou procede, está bem? Porque a junta que se está discutindo agora é eleita em assembleia. Já decidimos aqui que não seria. Mas será composta por elementos indicados pelas chapas. Temos que esclarecer isso aí. Pelo afastamento ou não.

Presidente – Ao entendimento aí do companheiro. Não sei se os grupos estão de acordo, certo? Se não houver oposição dos relatores. Muda-se os relatórios e vamos colocar se a diretoria vai se afastar ou não. Agora, esses disseram isso que está aqui. Então vamos por uma questão de técnica a forma de colocar. Mas já que está nesse pé. Faço a proposta seguinte, se a diretoria deve afastar ou não. Aqueles que concordam que a diretoria deve se afastar, levantem a mão. Aqueles que querem que a diretoria permaneça no sindicato, levantem a mão. Também fiz uma observação aqui, que naquele canto atrás não levantaram nenhuma das duas vezes. Não tem proposta neutra aqui, por favor. Vou fazer novamente. Talvez não tenha entendido, por isso que estou colocando. Para que possa confirmar o número de votos, vou novamente fazer a proposta. Porque houve praticamente o mesmo número. Faz o favor de sentar. Vou fazer novamente para que o secretário observe os braços levantados. Espero que haja honestidade e não levantem os dois. Peço aqui a esse pessoal que está de pé para que não confundam a mesa. Sentem-se, por favor. Atenção, aqueles que querem que a diretoria seja afastada do processo eleitoral, levantem a mão. Dá para contar, Nelson? Não quero interpelação na votação. Sessenta e sete levantaram a mão. Aqueles que querem que a diretoria permaneça no sindicato, levantem a mão. Por favor, gostaria que os trabalhadores, os homens adultos se portassem. O secretário que fez a contagem, agradeço a colaboração do plenário. Rapidamente mais uma proposta com alternativa.

Uma colocação – Companheiros. Que me desculpem a minha intervenção. É só auxiliar a mesa. Numa proposta de encaminhamento, porque o companheiro colocou inicialmente que nós tínhamos me parece dezessete questões para discussão. Me parece que se nós formos dar esse encaminhamento que a mesa está dando, só dificulta a própria deliberação. Porque me parece se agora fosse votada a primeira, estaríamos bastante equivocados sem saber quem estaria dirigindo o sindicato, porque a opção não era indicada pela proposta. O que eu proporia é que, à medida do possível, a mesa agrupasse pontos, para que fossemos discutindo e deliberando. Depois até quatro vezes, que não dá para agrupar. Porque senão depois vamos fazer dezessete vezes, quarenta minutos a discussão e vai desgastar muito os companheiros. (Palmas)

Presidente – A mesa agradece. Na verdade já estávamos encaminhando para ser feito assim. (Risos) O senhor simplesmente adiantou. Que está pensando? Só existem mais quatro questões que são com pontos alternativos, e foram apresentadas pelas comissões. Depois dessas, temos afirmações. Haverá uma data única, aí não tem oposição, mas precisa ver se o plenário quer isso. Será feriado no dia de eleição. Então o processo vai ser rápido. Mas essas quatro não dá para votar em conjunto. Tem que apreciar todas. A terceira proposta nesse encaminhamento, fiscalização, anulação ou não das eleições, será decidido pela assembleia geral. Há um outro grupo que fala, qualquer problema será resolvido pela Justiça Civil. A assessoria do congresso gostaria de se manifestar antes da votação, para um esclarecimento de ordem jurídica, não de ordem da assembleia. Então, o Doutor Maurício.

Doutor Maurício – Bom, não queria interferir. Apenas observei ao Barelli, que achou interessante colocar isso antes de vocês votarem. Em qualquer país do mundo, qualquer entidade está sujeita às leis e aos tribunais. Então, vamos dizer que hoje, que acontecesse que o Ministério do Trabalho impugnasse uma chapa, não desse posse a alguém que fosse eleito. Ainda assim o sujeito fica com direito de recorrer à Justiça. E essa decidirá. Haverá alguém para decidir. Ninguém pode se subtrair a sua apreciação. Isso as leis de competência da organização judiciária. Já diz numa divergência como essa, quem é que vai julgar. Mas quero deixar claro isso que não podemos simplesmente rejeitar o poder judiciário. Porque isso seria ilógico e não teria cabimento. Em nenhum país do mundo, claro que numa fase posterior evidentemente. Não! Não quero entrar no mérito, apenas colocar isso. Nem que se force, se pode subtrair ao poder judiciário. Assim então, não podemos simplesmente afastar a justiça de tomar decisões. Em última instância é ela que toma. Só coloco esse fato.

Presidente – Muito bem, conforme a exposição feita pelo Maurício no processo jurídico, faço a seguinte proposta. Se deverão colocadas em votação. E esse item do encaminhamento fiscalização, anulação ou não das eleições. Será decidido pela assembleia geral ou pela Justiça Civil, só deveremos pôr em votação, isso.

Pausa

Mesa – Companheiros, a mesa propõe que se debata todas as teses, que nele foram apresentadas e a comissão técnica resolveria todas elas para colocar a questão da economia. Uma questão de ordem para o companheiro Nilson.

Nilson – Companheiros, o que a mesa acaba de propor, discutir por divergências e que essas da comissão técnica. (Palmas)

Congressista – Muito bem. Não houve pacote.

Mesa – Companheiros, todas as emendas que a comissão consultada do plenário, atenção, os que estiverem de acordo com a proposta da mesa, queiram por favor levantar suas credenciais. Aprovado pela maioria. Agora, companheiros, nós temos uma proposta do partido do trabalhador, certo?

Pausa

Congressista – Não é, Luís?

Partido Trabalhador – Tenha o acesso relativamente a participação política do trabalhador, em Minas Gerais houve uma proposta, foi solicitado a comissão técnica que tentasse a fusão dessas duas posições, que resultou na tentativa que a comissão técnica estaria distanciada, a especial atenção, para ver se realmente atende ao que foi solicitado a ela. Os trabalhadores almejam criar o seu próprio partido político, considerando que esse no entanto deverá nascer democraticamente nas bases operárias e não por força da atuação de público. Propõe-se, a criação de um partido dos trabalhadores; para isso deverá a classe trabalhadora lutar em todos os setores das fábricas, das associações de amigos de bairro, objetivando não só a supressão das restrições da atuação político partidária da SUCAP, como também por uma anistia ampla, geral e irrestrita, e por uma convocação de uma assembleia nacional constituinte. Assim cada sindicato deverá integrar-se num grupo e em nível nacional e conjuntamente com outras categorias empreenda-se em mover a paz e colher assinaturas para que afinal possa ser elaborada uma carta de princípios destinada a reger esse. O partido a ser criado deverá espelhar a organização operária, levada a participação direta ou indiretamente. Essa é a tentativa de unificação das duas resoluções.

Mesa – Companheiros, vocês entenderam? Tudo bem. Companheiros, é entender bem o pedido do doutor Arouca, essa é as duas teses de partido e inclui a anistia ampla e irrestrita. Me parece que é outro capítulo, não era para ser englobado nisso.

Congressista – Muito bem. (Palmas)

… – De forma que não convinha, esclarecendo a tese número duzentos e setenta e três, apresentada no IX Congresso dos Trabalhadores Metalúrgicos do Estado de São Paulo, diz o seguinte, no item B: a criação desse partido político poderá ser desenvolvida concomitantemente na luta pela anistia e pela convocação da Assembleia Nacional Constituinte, portanto para aprovar nas duas correntes. (Palmas)

Mesa – Companheiros, vai colocar em votação. Atenção, companheiros, aqueles que estiverem de acordo com a fusão das duas teses, por favor queiram levantar sua credencial. O plenário é soberano ou não? Acabamos de aprovar aqui o voto de confiança. Um momento, foi aprovado na previdência justamente isso.

Congressista – Companheiros, a questão é o seguinte, a mesa quando começou os trabalhos propôs que se colocasse em votação esse documento que os companheiros leram. Agora, a plenária é soberana. Em seguida a mesa, quando ouvir os trabalhos, deve colocar em votação para ficar claro essa proposta. Pelo que entendi que ele quis dizer, estar de a acordo com a votação. Só que o item dizia que a anistia geral e irrestrita deve entrar num outro documento, nos problemas nacionais. (Palmas) Mas esse item, no meu modo de ver, não critico de forma alguma de discuti-lo. Temos de partir porque está indecisa a formação do partido dos trabalhadores, e se propõe a mudança dessa estrutura. Acho que o trabalho nosso aqui é votar. Queria pedir a atenção do plenário, porque é sobre a fusão documento, mas não vejo como de que esse a questão do partido, justamente esse irrestrito. Dentro desse item que está aqui comigo, como que os trabalhadores vão chegar a criação de um partido sem conseguir uma anistia ampla e irrestrita e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte?

Mesa – Companheiros!

Congressista – Bom, companheiros, queria só chamar a atenção do plenário, de que estamos encaminhando para aquele mesmo de ontem, prestem atenção. Tem companheiros que não querem ver a plenária encaminhar, e na medida que as coisas entram na bagunça, deixa de discutir a coisa concretamente, com muita clareza. É o que estamos querendo, então queria propor que prestasse atenção, mantivesse os trabalhos em ordem. Não quero dizer que a mesa não está capacitada para isso, quero só alertar que lembre-se de ontem. Tem companheiros que querem bagunçar o coreto, querem confusão. (Palmas) Encerrar os nossos trabalhos da parte da manhã e a comissão técnica para elaborar o documento, em cima das propostas do companheiro. Viemos encaminhar para unir a classe operária.

Mesa – Companheiros, mais uma questão de ordem e ele vai falar.

Congressista – Meus companheiros, viemos aqui discutir questões muito importantes e não podem cercear a liberdade, nem tentar através de manifestações violentas inibir na citação da palavra. Ouvi ontem de vários essa manifestação, que não têm coragem de vir aqui expor seus pensamentos, diante das manifestações violentas do plenário. Entendo que agindo dessa forma, estaremos dando uma demonstração de falta de unidade, encaminhando um comportamento antidemocrático. Então, queria sugerir a mesa que proibisse qualquer manifestação desse tipo no plenário. Se fosse questão de ordem, que viesse aqui para que os companheiros se inscrevam e venham aqui na frente fazer sua manifestação, mas com todo respeito aos companheiros e não da forma como vem acontecendo. (Palmas)

Mesa – Companheiros, mais uma questão de ordem, companheiro João.

João – Companheiros, a questão das teses, não é isso. A tese de anistia total e irrestrita tem que ser discutida em outro documento, não nesse da criação do Partido dos Trabalhadores brasileiros. Vamos discutir se aprovamos ou não essa de anistia total, geral e irrestrita, ou não, na hora exata, não agora. A unificação da criação da classe trabalhista brasileira não vai colocar nessa tese, é através de um decreto. Está implantada nesse país agora, se aprovarmos a tese de anistia os companheiros que são irresponsáveis, são por isso a energia do trabalhador brasileiro.

Mesa – Companheiros, a mesa está entendendo que o plenário concordou que a tese seja dada para a comissão técnica analisar. Questão de ordem para o companheiro.

Congressista – Companheiros, uma questão de ordem, a proposta que a comissão técnica vai ler, dentro da proposta da lei, está absolutamente correta. Não temos condições de aprovar hoje um partido dos trabalhadores, sem anistia ampla, geral e irrestrita. (Palmas) Então, o que a comissão técnica está aprovando, na minha maneira de ver, está absolutamente correto. Não se pode votar aqui um partido dos trabalhadores, porque a democracia verdadeira tem anistia. Nossos companheiros que não tem que manifestar. Uma questão de ordem aqui, para que possamos que a comissão, a mesa deveria juntamente com os técnicos bolasse essa fusão. Evidente que deveria atender a vontade do plenário. Essa, no meu modo de ver, não atende a vontade do plenário, e pelas discussões que tivemos na comissão também não. A matéria sobre anistia não é simplesmente da comissão, é uma coisa do operário, decidida no seu mais profundo sentido. Quando do trabalhador é anistia total, já que todos aqui, do Rio, do Norte, de São Paulo. O plenário que colocasse depois para discutir. Pedimos a comissão que as duas propostas têm valor e não podiam ser dispensadas, nenhuma das duas. Uma fusão, que o problema levantei também na comissão da constituinte, o estado de direito, o trabalhador esclarecido, politizado, sirva de para que nós criemos automaticamente o partido do trabalhador. A constituinte que é base desse regime que aqui está, e que não conseguiu se chegar a comissão. Mas penso que dentro das duas propostas tem que fazer trabalhos, porque é conscientização do trabalhador. A outra proposta que tenho a fazer, todos os trabalhadores que aqui estão vão elaborar o documento que vai sair desse congresso, as suas propostas. Na abertura levar o trabalho, através do jornal o que estamos pedindo. Dentro das fábricas e sindicatos, vamos aproveitar e convidar o trabalhador brasileiro para que ele seja partido do trabalhador. O que importa é a organização dos trabalhadores. Que através de dentro do sindicato, o que proponho ao plenário, que esse documento que vai sair desse congresso, as suas teses vão aprovar esse documento, procura para a constituição e conscientização do trabalhador. (Palmas)

Mesa – Companheiros, tem mais dois que vão fazer? Foram votadas em bloco, as teses na parte da economia. Quando elaboramos essa comissão, fielmente, sem nenhum acréscimo na proposta de Minas Gerais e de São Paulo. Entendemos que há uma referência nessa anistia na proposição do partido do trabalhador. Acho que seria englobar a tese relativa sobre anistia, suprimir essa tese do partido do trabalhador, ou então esquecer a proposição feita pela e votar isoladamente as duas propostas, a de Minas e a do Rio de Janeiro. A mesa fez o seguinte encaminhamento, uma formação do partido e as duas teses. A mesa vai colocar em votação a questão das duas teses. Aqueles que estiverem de acordo com a tese. A verdade é que todo mundo debateu. A mesa vai assembleia nacional constituinte, a questão do partido.

Congressista – Está em votação. Aqui é congresso de trabalhador, companheiros.

Mesa – Há uma posição, uma tentativa de conciliação, ao invés de se falar em anistia ampla, geral e irrestrita, falar apenas anistia. Então, a mesa vai colocar o documento em votação. Companheiros, estejam preparados para votar. Aqueles que estiverem a favor desse documento aqui, por favor, queiram levantar as suas credenciais, segura aí, pelo amor de Deus. Aqueles que forem contra esse documento, queiram levantar as suas credenciais. A mesa considera aprovado o documento. Primeiro, vou chamar os técnicos, isso fica para o plenário decidir. A proposta do companheiro Eurides, a mesa vai colocar em votação. Aprovado por unanimidade. Que seja a participação dos trabalhadores nos centros decisivos políticos, acho que já está visando a conquista de fins democráticos, de eleições diretas e livres, para todos os cargos. Os que estiverem de acordo queiram levantar suas credenciais. Aprovado por unanimidade. Passar para o pedido, primeiro eleições diretas, segundo liberdade de movimentação dos sindicatos. Aprovado por unanimidade. Considerando que o momento é de luta por uma anistia ampla, geral e irrestrita, os trabalhadores devem lutar dentro dessa liberdade partidária. Colocar então da liberdade de autonomia partidária da discussão política em todo o país, mas a tese é a mesma, deve ser votado também.

Congressista – Já foi aprovado.

Mesa – Quem acha que essa tese está beneficiando o trabalhador, queiram levantar suas credenciais.

Congressista – Questão de ordem.

Mesa – Quem acha que ele está prejudicando. Companheiros, a tese, considerando que o começo de uma anistia ampla, geral e irrestrita, o trabalhador deve lutar pelo seguinte: ter liberdade partidária e ter partidarismo.

Congressista – Foi aprovado já.

Mesa – Anistia ampla, geral e irrestrita. Acho entretanto que é necessário esclarecer determinados conceitos que tem construídos aqui. Tem se falado em sindicatos grandes, acho que grandes companheiros são os lixeiros do Rio de Janeiro, quando param para reivindicar aumento salarial (Palmas). As professoras de Minas Gerais, os motoristas de Recife, os trabalhadores anônimos de Belo Horizonte, os trabalhadores do ABC, os bombeiros do Rio de Janeiro. Enfim, a classe trabalhadora, que hoje não aceita mais o jogo da exploração e da opressão política. Tem se falado aqui também de procurar a divisão também liderança autêntica, através de liderança pelego. Autênticos para mim são todos aqueles que se submetem nas suas bases ao voto do trabalhador. Não é o pelego Ari Campista, que não tem coragem de se submeter ao voto do trabalhador e está numa entidade fantoche, que se fosse fechada nenhum prejuízo causaria ao movimento sindical brasileiro. (Palmas)

… – Entendo que algumas propostas de alteração feitas aqui têm até razão. Diria que o companheiro Valdésio acertou quando falou que algumas questões são estatutárias. São realmente, acho que é questão de princípios para nós, e que reivindicamos e todos os senhores que estão aqui também reivindiquem a mais ampla democracia de toda estrutura do sindicalismo brasileiro. Isso para nós é uma questão de princípio, que todas as entidades de estrutura sindical brasileira tenham que se submeter ao voto popular, do trabalhador. Pediria a mesa que colocasse nas questões de princípios. Quando se combate aqui a questão das atividades econômicas, o companheiro Lazinho hoje defendeu aqui a criação do banco do trabalhador. Quando defendeu isso, é porque entendia que o movimento sindical tem que ter onde fazer, onde preservar aquelas contribuições que os trabalhadores criam. Porque vivemos num país onde a inflação é incontrolável, não temos um governo competente, não é possível a inflação controlar Por isso que se defende atividade econômica, para que o dinheiro do trabalhador não seja desgastado em nome da centralização provocada pela incompetência do Mário Henrique Simonsen. São essas questões que o plenário tem que se submeter realmente. Defendemos efetivamente a tese da comissão, por entendermos que o plenário é soberano, que vai votar com a sua consciência, e acima de tudo com a vocação que o trabalhador tem pela democracia. (Palmas).

Mesa – Companheiro João, de Mauro Teodoro.

… – Porque esse relatório é uma carta de princípios para um novo sindicalismo brasileiro. Aprovado na íntegra, estaremos dando um passo gigantesco em busca de um novo sindicalismo que queremos e apoiamos, que os trabalhadores querem porque é seu direito e dever.

Pausa

… – Esse relatório apresenta pontos fundamentais para um novo sindicalismo. Primeiro nos oferece o caminho para liberdade sindical, sonhada e almejada por todos nós, uma pedida nesse congresso por todos, de norte a sul. Segundo ponto, nos dá liberdade do imposto sindical, dessa contribuição que nos atrela ao governo, de sessenta por cento míseros do imposto sindical e o governo depois vem nos cobrar. Ele acha que nos faz favores dando nossa contribuição. Sindicato não precisa de favores, de esmolas, assim como os trabalhadores também não. (Palmas) Os trabalhadores querem o que é deles, o que é nosso, o sindicato também. Queremos viver a nossa vida, deles nos derem a responsabilidade dos nossos direitos. Esses nós teremos quando nos desatrelarmos do governo, através da contribuição sindical. Terceiro ponto, fundamental desse relatório, eleições sindicais diretas. Nesse ponto, cumprimento os companheiros do Rio, a bancada foi muito feliz quando o Florêncio apresentou duas teses na comissão de economia brasileira. Eleições livres para todo território nacional, em todos os níveis. Como não poderia ser pela clareza dos homens, dos companheiros e das companheiras do Rio.

Mesa – Um minuto para concluir.

… – No sindicato também apresenta eleições livres para federação e confederação, e que tem medo de eleições diretas. Quem é que tem medo de enfrentar trabalhadores. Nós do sindicato, não temos. Tenho certeza que federações e confederações também saberão, com o sindicato, lutar juntos. Porque unicamente tem medo de enfrentar os trabalhadores, os pelegos, os corruptos. (Palmas) Os demagogos devem ter medo, mas os trabalhadores defendem como saberão enfrentar numa eleição direta, ir a base e conquistar o voto dos trabalhadores brasileiros.

Mesa – Companheiro Luís Inácio da Silva, de São Paulo, e assim ao final companheiro Benedito Marcílio.

Luís Inácio Lula da Silva – Quando se falou em atividade econômica, algumas pessoas tentaram discutir com o fato do sindicato passar sem o empregador. Gostaria que na hora de votar vocês se lembrassem. Conversava com o companheiro Valdésio, que tinha vindo aqui e criticado atividade econômica. Ele reconhecia as falhas e quem sabe até tinha o pensamento meu, seria burrice votarmos contra atividade econômica do sindicato. Porque dizia ele, o próprio sustenta luvas. Faz todo o projeto da sede nova, baseado em investimentos que cabem aos metalúrgicos, e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo deixou de perder o ano passado 12 milhões de cruzeiros, porque investiu em caderneta de poupança. Cabe a cada saber investir da melhor maneira possível o seu dinheiro. Não podemos permitir que tirado com o suor do trabalhador seja desvalorizado, porque os dirigentes não querem aplicar esse dinheiro, essa é uma coisa. Outra é o problema de representação classista, e a defendemos. Mas queremos também que hoje essa, na maioria dos casos é uma provocação e um atentado a corrupção. Vemos esses juízes classistas que ganhavam dez mil cruzeiros no seu sindicato, vão ganhar sessenta no tribunal e votam contra as reivindicações da categoria. Com relação aqueles que aqui disseram que precisaria ter tempo de carência, porque senão os patrões fariam chapas, gostaria de dizer que a falta de coragem deles de competir com o patrão não pode ser jogada aqui nesse congresso. Vou dar um exemplo fácil, nas greves de São Bernardo, a Volkswagen contratou setecentos assistentes sociais para convencer os trabalhadores a voltar a trabalhar, e nenhum voltou. (Palmas) Com relação as eleições diretas, gostaria de convocar aqui a sensibilidade dos chefes de família que estão aqui nesse congresso, de que dentro do nosso lar, pregamos a democracia, um direito dos nossos filhos escolherem aquilo que querem. Algumas pessoas saltadas quem sabe até de consciência, vem propor que não haja, para federações e confederações. Pediria até aqueles, que o plenário desse congresso não fizesse constar em seus anais que votamos contra eleições diretas. Porque senão nenhum de nós terá coragem de olhar para a cara dos trabalhadores quando voltarmos para nossa cidade. (Palmas) Gostaria de encerrar dizendo a vocês de que como participante daquela comissão, humildemente acho que todos os membros têm que se oferecer a apreciação do plenário, que é soberano em todos os aspectos. Entretanto, gostaria de que vocês ao votarem não se deixassem levar por emendas, como aquelas contra o imposto sindical. Temos até por questão de vergonha na cara, que derrubar o imposto sindical, e está nas nossas mãos, não na do governo. Não precisaríamos pedir isso, mas poderíamos pura e simplesmente rejeitar daqui para frente. Os trabalhadores só aceitariam um sindicato. (Palmas)

Mesa – O último orador inscrito, companheiro Benedito Marcílio Alves da Silva, de Santo André.

Benedito Marcílio – Companheiros, resta muito pouco para mim falar nesse momento, porque os companheiros foram bem claros nas suas ponderações nessa tribuna. Quero aqui dizer que fiz parte dessa comissão e participei dos debates até duas horas e meia da madrugada. Não vim aqui para fazer turismo e nem de forma alguma deixar de discutir os problemas de interesse dos trabalhadores. Quando tomei a liberdade de apresentar a esse plenário que fosse realmente aprovado esse relatório, não estava de forma alguma tentando cercear os direitos dos congressistas em debater. Mas a intenção era justamente por conhecer e como parte integrante dele e como sindicalista, que já teve a felicidade de participar de congressos de nível estadual, nacional e internacional, de metalúrgicos e trabalhadores, testemunho a vocês que até esse momento, embora os congressistas numa grande maioria são os mesmos, nunca tivemos nós a oportunidade de apresentar a nação um documento tão valioso como esse. (Palmas) Esse de princípio realmente propõe a mudança dessa estrutura sindical fascista, que é uma verdadeira cabeça de porco em termos de trabalhadores. Esse documento com os pontos básicos de liberdade, de autonomia e sindicato livre realmente, preenchem totalmente as necessidades de um novo sindicalismo, que apregoamos e defendemos. O porquê ficamos nesse congresso quase com os mesmos congressistas, e colocamos no papel um documento precioso? É porque temos que aqui reconhecer e prestar também uma homenagem aos trabalhadores brasileiros, que com a luta e com a fé iremos jogar na lata do lixo a estrutura sindical. (Palmas) Não tenho dúvida que esse documento é o mínimo que poderíamos levar para as nossas bases, e discutido com os trabalhadores através das nossas unidades, partimos para novas greves e iremos conquistar quer queria ou não a liberdade e autonomia, e a democracia, gente. (Palmas)

Mesa – Seu tempo, companheiro.

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