A Rede Social (The social network)

por Memória Sindical. 02 maio 2012 . 13:00

 

Milhões de pessoas usam o Facebook diariamente para se relacionar com amigos, compartilhar fotos, links e vídeos. O site dá a sensação de popularidade e badalação, enquanto podemos estar em frente ao computador, em casa, sozinhos. Mas, no fundo, o que é real?

FONTE: Carolina Maria Ruy

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A Rede Social (The social network)
EUA, 2010
David Fincher
Com Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Brenda Song

Movido pelo sentimento de rejeição o jovem nerd Mark Elliot Zuckerberg (Jesse Eisenberg) cria um dos maiores veículos de agrupamentos sociais do mundo. Este é o paradoxo que faz de A Rede Social um filme interessante. Pertencer a um grupo de pessoas belas, saradas, descoladas e divertidas seria a consagração para Mark. Mas, desajeitado, ele parece não ter a senha para entrar neste grupo.

Como que respondendo à máxima do filósofo Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram com você. Importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você” Zuckerberg transforma o desprezo que recebe em um novo projeto, uma solução alternativa para participar, o que acaba se tornando maior do que ele podia imaginar. Em sua falta de traquejo social ele é capaz de inovar e criar um objeto de desejo para várias pessoas, até então inatingíveis.

Eis o paradoxo: A festa, nos moldes em que é apresentada, é tão fugaz quanto são abstratas as relações na Internet. Mas o diferencial é que, parece que enfim o mundo está percebendo o quanto é ridículo o culto às aparências e a conseqüente ambição por participar de grupos restritos. Enquanto a festa de egos vai ficando cada vez mais rançosa, a rede social surge como uma inovação. Fica a pergunta: quem está na crista da onda?

Mais do que jogos de ciúmes e vingança o que interessa no filme são as novas tendências de comportamento, seja na vida pessoal, seja na vida profissional (fundidas nestas tendências). Para se vingar da ex-namorada Zuckerberg cria com seu único amigo, Eduardo Saverin (Andrew Garfield), o Facemash.com, um site de votações de fotos exclusivo para estudantes de Harvard.

A brincadeira de mau gosto acarreta-lhe problemas no Conselho de Administração de Harvard, onde é acusado de infringir regras de segurança, de privacidade e propriedade intelectual. Mas o torna famoso e abre caminho para a criação, em 4 de fevereiro de 2004, do thefacebook que, por sugestão de outro jovem hacker, o criador do Napster, Sean Parker, se tornou Facebook.

A rede social, que começa restrita aos estudantes de Harvard, logo se expande à outras universidades e em 11 de setembro de 2006 é aberto para todo o público. Em setembro de 2009 o Facebook alcança 300 milhões de membros e 500 milhões no ano seguinte, tendo uma cotação de bilhões de dólares na bolsa de valores.

Entre idas e vindas no tempo – Mark é julgado em dois processos por direitos de criação do site e uso do código fonte para acesso aos e-mails dos estudantes de Harvard. O filme conta seu drama em flash-back, desde quando ele teve o impulso de criar o Facebook até o processo e a cisão com seu amigo Eduardo.

Zuckerberg demonstra, na mesma medida, genialidade e excentricidade. Ele parece não pertencer ao mundo real e concreto. Está sempre com a cabeça em outro lugar, elocubrando sobre sua criação. Como o Facebook rompe fronteiras geográficas e sociais, o garoto rompe padrões e clichês da vida empresarial e faz parecer patético os trejeitos de executivos. Porque o que vale, no fim das contas, não é a encenação, é a superação.

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